Impedimento semiautomático foi testado em jogo do Fortaleza pelo Brasileirão Sub-17; Saiba como foi o uso
Um lance envolvendo o Fortaleza virou peça-chave para uma novidade que foi usada na…

O Fortaleza esteve envolvido em um dos testes realizados pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para a implementação do impedimento semiautomático no Campeonato Brasileiro. A tecnologia foi utilizada de forma experimental durante a partida entre Athletico PR e Leão, válida pelo Brasileirão Sub-17, disputada na Arena da Baixada, em Curitiba.
O equipamento foi acionado em um lance de ataque do Tricolor do Pici, permitindo que técnicos da CBF avaliassem o funcionamento do sistema antes de sua estreia oficial na Série A do Campeonato Brasileiro. Apesar da utilização durante o jogo da categoria de base, a ferramenta não teve influência na arbitragem da partida, já que o teste ocorreu apenas para fins de validação operacional.
A estreia oficial do impedimento semiautomático está prevista para a 20ª rodada da Série A, que marca o início do segundo turno da competição. A partir dessa etapa, todos os estádios aptos a receber partidas do Brasileirão deverão contar com a tecnologia.
Lance envolvendo o Fortaleza foi utilizado para validar o sistema
O teste ocorreu aos 10 minutos do primeiro tempo do confronto entre Furacão e Tricolor do Pici pelo Brasileirão Sub-17.
Na jogada, o atacante Davi recebeu um lançamento em profundidade e avançou em direção ao gol adversário. O assistente levantou a bandeira imediatamente, assinalando impedimento ainda durante o desenvolvimento da jogada.
Enquanto a decisão era mantida normalmente em campo, profissionais da CBF utilizaram o sistema do impedimento semiautomático para verificar a precisão da marcação.
A análise produzida pelo equipamento confirmou a decisão da arbitragem. As imagens geradas pelo sistema indicaram que parte do corpo do atacante do Fortaleza estava à frente do último defensor do Athletico no momento do passe, caracterizando posição irregular conforme a Regra 11 do futebol.
Mesmo com a confirmação, o resultado da análise não foi comunicado à equipe de arbitragem nem utilizado para alterar qualquer decisão da partida. O procedimento fazia parte exclusivamente do cronograma de testes promovido pela CBF antes da implementação oficial da tecnologia.


CBF utilizou partidas do Brasileirão Sub-17 para preparar o sistema
Os testes realizados durante Athletico x Fortaleza fazem parte de uma série de avaliações promovidas pela CBF nas rodadas 7, 8 e 9 do Campeonato Brasileiro Sub-17.
A entidade escolheu jogos da categoria para verificar o funcionamento dos equipamentos, testar a comunicação entre operadores e calibrar o sistema antes da utilização em partidas da Série A.
Além da validação técnica, os testes também permitiram avaliar o posicionamento das câmeras, a velocidade de processamento das imagens e a integração entre os equipamentos instalados nos estádios.
Segundo o planejamento da CBF, o objetivo foi garantir que toda a estrutura estivesse pronta antes do início do segundo turno do Campeonato Brasileiro.
Com isso, a partir da 20ª rodada, todas as partidas da Série A deverão contar obrigatoriamente com o impedimento semiautomático.
Como funciona o impedimento semiautomático
O sistema adotado pela CBF utiliza uma estrutura diferente daquela empregada pela FIFA na Copa do Mundo.
Enquanto o modelo utilizado no torneio mundial combinava câmeras especiais com um sensor instalado dentro da bola, o sistema contratado para o Campeonato Brasileiro dispensa o uso desse chip.
A tecnologia será operada pela empresa Genius Sports, responsável pelo mesmo serviço em competições como a Premier League, o Campeonato Mexicano e a Liga da Bélgica.
O funcionamento é baseado em aproximadamente 28 a 32 celulares de última geração distribuídos em diferentes pontos dos estádios.
Os aparelhos gravam toda a partida em resolução 4K e com captura de até 100 quadros por segundo. Esse conjunto de imagens permite a criação de uma réplica digital tridimensional do campo e do posicionamento dos atletas durante cada lance.
Com essa reconstrução virtual, o software consegue identificar automaticamente a posição dos jogadores no instante exato do passe, indicando de maneira precisa se houve ou não impedimento.
Na Arena da Baixada, onde ocorreu o teste envolvendo o Fortaleza, os equipamentos foram instalados em pares próximos à cobertura do estádio, distribuídos pelos quatro lados do campo para ampliar o campo de visão e reduzir pontos cegos.

Tecnologia busca reduzir tempo de análise do VAR
O impedimento semiautomático atuará como ferramenta de apoio ao árbitro de vídeo.
Diferentemente do processo atualmente utilizado, no qual operadores precisam desenhar manualmente as linhas de impedimento durante a revisão, o novo sistema realiza automaticamente a identificação das posições dos atletas.
A expectativa da CBF é reduzir o tempo necessário para confirmação dos lances e aumentar a precisão das decisões relacionadas ao impedimento.
Mesmo com a automação, a decisão final continuará sendo responsabilidade da equipe de arbitragem. Caberá ao árbitro de vídeo validar as informações fornecidas pelo sistema antes de comunicar a decisão ao árbitro principal.
O procedimento segue padrão semelhante ao utilizado em outras competições internacionais que já adotam o impedimento semiautomático.
Fortaleza participou de uma etapa importante antes da estreia oficial
Embora o teste tenha acontecido em uma partida da equipe Sub-17, o Fortaleza passou a integrar uma fase importante do processo de implementação da nova tecnologia no futebol brasileiro.
Os testes realizados nas categorias de base serviram para verificar o funcionamento do sistema em ambiente real de jogo, permitindo ajustes antes da utilização oficial na elite do Campeonato Brasileiro.
Com a chegada da 20ª rodada da Série A, o impedimento semiautomático passará a fazer parte da rotina das partidas da competição nacional, incluindo os jogos do Fortaleza.
A adoção da tecnologia representa uma mudança no processo de análise dos lances de impedimento e amplia os recursos disponíveis para a arbitragem brasileira durante o restante da temporada.
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