Fortaleza fecha 1º turno da Série B com detalhe que preocupa Carpini
Um detalhe nos números do Fortaleza após o primeiro turno da Série B acendeu…

O Fortaleza concluiu o primeiro turno da Série B do Campeonato Brasileiro com um dado que chama atenção no desempenho ofensivo da equipe. Após 19 rodadas, nenhum jogador do elenco distribuiu mais de uma assistência na competição, cenário que evidencia a distribuição das participações nos gols do Tricolor do Pici ao longo da campanha.
Após o encerramento da primeira metade da Segundona e mostra que o Leão ainda não possui um atleta consolidado como principal garçom da equipe. Diferentemente de outros clubes que contam com jogadores concentrando grande parte das assistências, o ricolor teve a criação ofensiva dividida entre diferentes atletas.
Mesmo com esse cenário, o Fortaleza permanece na disputa pelas primeiras posições da tabela. A equipe comandada por Thiago Carpini encerrou o primeiro turno na quinta colocação, com 31 pontos, permanecendo próxima do G-6 e ainda com boas condições de brigar pelo acesso à Série A no segundo turno.
Assistências foram distribuídas entre diferentes jogadores
Ao longo das primeiras 19 rodadas da Série B, o Tricolor não teve um atleta responsável por concentrar as principais jogadas decisivas da equipe. Cada jogador que contribuiu diretamente para gols por meio de assistências registrou apenas um passe decisivo durante a competição.
O levantamento mostra que diferentes setores do elenco participaram da construção ofensiva. Laterais, meio-campistas e atacantes apareceram nas estatísticas, mas nenhum conseguiu repetir o desempenho para assumir a liderança do fundamento.
A ausência de um principal assistente também acompanha a alternância do setor ofensivo ao longo do campeonato. Durante o primeiro turno, Carpini promoveu mudanças na equipe titular em diferentes partidas, seja por questões técnicas, lesões, suspensões ou necessidade de administrar o elenco durante a sequência da temporada.
Essas alterações modificaram a formação ofensiva em diversas rodadas e fizeram com que a produção das jogadas fosse compartilhada entre diferentes atletas.
Além disso, o Fortaleza utilizou jogadores com características distintas durante a competição. Em alguns jogos, a equipe apostou em maior velocidade pelos lados do campo. Em outros, buscou jogadas de aproximação pelo meio ou cruzamentos para a área, o que contribuiu para a distribuição das assistências entre vários nomes do elenco.

Produção ofensiva também reflete desempenho fora de casa
O número reduzido de assistências individuais acompanha outro aspecto observado na campanha do Fortaleza: a dificuldade ofensiva como visitante.
Ao término do primeiro turno, o Tricolor encerrou a primeira metade da Série B com apenas cinco gols marcados em dez partidas fora de casa, dividindo o posto de pior ataque visitante da competição nesse período.
Os números mostram um contraste em relação ao desempenho como mandante. Atuando na Arena Castelão, o Fortaleza conseguiu construir uma das melhores campanhas da Série B, conquistando a maior parte de seus pontos diante da torcida.
Já longe de casa, o rendimento ofensivo caiu significativamente. A equipe encontrou dificuldades para criar oportunidades e transformar o volume de jogo em gols, fator que também influencia diretamente o número de assistências registradas pelos atletas.
Na derrota por 2 a 1 para o Vila Nova-GO, por exemplo, o Leão marcou apenas uma vez, em jogada iniciada por Paulo Baya, que finalizou de fora da área antes de Pedro Henrique aproveitar o rebote para balançar as redes.
O desempenho ofensivo como visitante foi apontado por integrantes do elenco como um dos pontos que precisam evoluir para a sequência da Série B.
Carpini promoveu mudanças durante todo o primeiro turno
Desde o início da competição, Thiago Carpini precisou administrar mudanças frequentes na equipe. Ao longo das primeiras 19 rodadas, diferentes atletas ocuparam posições no meio-campo e no ataque, alterando a dinâmica ofensiva do Fortaleza.
Jogadores como Luiz Fernando, Pedro Henrique, Vitinho, Paulo Baya, Miritello e outros foram utilizados em momentos distintos da competição. Além deles, o clube também realizou contratações durante a janela de transferências para ampliar as opções ofensivas.
Na última rodada do primeiro turno, Nathan Fogaça fez sua estreia com a camisa do Fortaleza ao entrar no segundo tempo da partida contra o Tigre, na última terça (21). O atacante passa a ser mais uma alternativa para o setor ofensivo e amplia as possibilidades de formação para o restante da temporada.
As mudanças promovidas pela comissão técnica refletem a busca por maior eficiência ofensiva, especialmente nas partidas disputadas fora de casa.

Segundo turno será decisivo para melhorar números ofensivos
Com metade da Série B ainda pela frente, o Fortaleza terá 19 rodadas para aumentar sua produção ofensiva e buscar maior regularidade na criação de jogadas. A equipe inicia o returno ocupando a quinta colocação e permanece na zona de acesso, o G-6.
Além da necessidade de melhorar o aproveitamento como visitante, o Tricolor também tentará elevar os números individuais de criação ofensiva. O fato de nenhum jogador ter ultrapassado uma assistência no primeiro turno evidencia um cenário de equilíbrio entre os atletas, mas também demonstra a ausência de um principal articulador nas jogadas decisivas.
A próxima oportunidade para modificar esse panorama será diante do Botafogo-SP, adversário do Fortaleza na abertura do segundo turno da Série B. O confronto acontecerá na Arena Castelão, onde o Leão apresenta desempenho superior ao registrado fora de seus domínios.
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