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Thiago Carpini escancara falhas do Fortaleza após tropeço diante do Atlético-GO

A derrota para o Atlético-GO deixou mais do que a perda de três pontos…

Por Vinicius Araujo · 4 min de leitura
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Thiago Carpini deixa o Fortaleza. Foto: Mateus Lotif/FEC.
Carpini terá trabalho para escalar o Fortaleza. Foto: Mateus Lotif/FEC.
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A derrota para o Atlético-GO deixou mais do que a perda de três pontos para o Fortaleza. O desempenho apresentado em Goiânia voltou a expor fragilidades que já haviam aparecido em outros momentos da temporada e aumentou a cobrança sobre uma equipe que entrou em campo com a chance de se aproximar das primeiras posições da Série B.

Após o revés por 1 a 0, neste domingo (12), Thiago Carpini concedeu entrevista coletiva no Estádio Antônio Accioly e fez uma avaliação crítica da atuação tricolor. O treinador lamentou a falta de eficiência, reconheceu erros determinantes e admitiu que o time não soube aproveitar os cerca de 50 minutos em superioridade numérica.

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“Foi uma falha nossa”

Para Carpini, o gol sofrido em uma cobrança de bola parada mudou completamente o rumo da partida. O técnico destacou que o Fortaleza já vinha apresentando dificuldades nesse tipo de lance e afirmou que não houve uma construção elaborada do adversário, mas um erro direto da defesa tricolor.

“Eu acho que a gente pecou em pontos cruciais da partida. Quando a gente fica com um a mais, sofre o gol da maneira que sofreu, e tem sido uma situação recorrente, de bola parada. Hoje foi uma bola parada em que ninguém sequer encosta na bola. Ela passa baixa, não foi um gol de construção por mérito do adversário, foi uma falha nossa”, declarou.

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O treinador também avaliou que, antes da expulsão de Gustavo Coutinho, o Fortaleza tinha maior controle das ações. Segundo ele, o time conseguiu avançar no campo ofensivo e organizar suas jogadas, mas faltou agressividade no momento de transformar a posse de bola em oportunidades realmente perigosas.

“Até os 30, 35 minutos, quando a gente estava com igualdade numérica, ao meu ver, éramos superiores e tínhamos as ações do jogo. Conseguimos montar várias vezes nosso jogo no campo do adversário. Faltou efetividade, ser mais incisivo no drible, no chute, na finalização e buscar mais o gol”, explicou.

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Carpini admite segundo tempo abaixo

Mesmo atuando com um jogador a mais durante toda a etapa final, o Fortaleza encontrou enormes dificuldades para superar o bloqueio defensivo montado pelo Atlético-GO. O adversário recuou suas linhas, ocupou a entrada da área e reduziu os espaços para as tentativas de ataque do Tricolor.

Carpini reconheceu que sua equipe produziu pouco ofensivamente e não teve tranquilidade para aproveitar a vantagem numérica. Para o treinador, o Fortaleza repetiu no segundo tempo os problemas de efetividade apresentados nos minutos iniciais do confronto.

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“No segundo tempo, faltou um pouco mais de todos esses pontos que não conseguimos executar no primeiro. Faltou produzir para empatar e buscar a vitória. Quando você tem um jogador a mais e o adversário coloca os dez dentro da área, o jogo fica difícil, mas nós produzimos ofensivamente muito pouco. Pagamos hoje pelos nossos erros”, afirmou.

Superioridade numérica vira preocupação

A dificuldade em enfrentar adversários com um jogador a menos não é novidade no trabalho de Carpini. O treinador lembrou que o mesmo problema já havia ocorrido durante o Campeonato Cearense e admitiu que o cenário continuou se repetindo em partidas da Série B.

Na avaliação do técnico, a vantagem numérica pode provocar uma falsa sensação de facilidade entre os jogadores. O risco, segundo ele, é o time reduzir a intensidade, competir menos e permitir que o adversário se sinta confortável para administrar o resultado.

“Essa questão da superioridade numérica é uma situação que a gente sofreu no início do trabalho, no Campeonato Cearense. Eu falo para os atletas que ela é perigosa, porque todo mundo começa a pensar que há um jogador a mais e, daqui a pouco, começa a competir menos, fazer menos força. Quando percebe, está com três ou quatro a menos”, alertou.

Carpini também reconheceu que o Atlético-GO conseguiu conduzir a partida da forma que desejava depois de abrir o placar. “O adversário jogou sem responsabilidade, com o resultado conquistado no primeiro tempo, se fechou e fez o jogo não andar. Houve pouco tempo de bola rolando, e nós não tivemos efetividade nem competência para marcar”, concluiu.

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