Paulo Autuori chega ao Fortaleza com cinco missões que podem definir a temporada
O Fortaleza inicia uma nova etapa na temporada de 2026 com Paulo Autuori no…
O Fortaleza inicia uma nova etapa na temporada de 2026 com Paulo Autuori no comando técnico. Contratado para substituir Thiago Carpini, o treinador assume a equipe antes de um período decisivo, com todo o segundo turno da Série B pela frente e as oitavas de final da Copa do Brasil no calendário.
A mudança aconteceu mesmo com resultados importantes conquistados pelo antecessor. Carpini deixou o clube após ser campeão cearense, vice da Copa do Nordeste, garantir vaga nas oitavas da Copa do Brasil e manter o time próximo das primeiras posições da Série B. Internamente, porém, a avaliação era de que o desempenho havia atingido um limite.

Recuperar o desempenho sem perder equilíbrio
A derrota para o Vila Nova, pela 19ª rodada da Série B, foi determinante para o encerramento do trabalho de Carpini. A diretoria avaliou que a equipe já não demonstrava capacidade de evolução e que o rendimento em campo estava abaixo do investimento realizado na montagem do elenco.
Autuori assume um Fortaleza com 31 pontos e dentro do G-6. O primeiro desafio será preservar a regularidade da campanha, mas acrescentar desempenho a um time que vinha dependendo de vitórias por placares mínimos e de atuações decisivas do goleiro João Ricardo.
A estreia do novo treinador pode acontecer diante do Palmeiras, pelas oitavas de final da Copa do Brasil. O confronto apresenta um teste de alto nível logo no início do trabalho e pode dar uma indicação das primeiras mudanças realizadas pela nova comissão técnica.
Manter o Fortaleza na disputa pelo acesso
Com a maior folha salarial da Série B, o Fortaleza carrega a obrigação esportiva de brigar pelo retorno à elite nacional. A posição na tabela mantém o clube na disputa, mas o rendimento precisa crescer para evitar o afastamento do grupo dos quatro primeiros colocados.
A missão de Autuori será estabelecer o Tricolor entre os principais candidatos ao acesso durante o segundo turno. Para isso, o time precisará apresentar maior intensidade, controle das partidas e capacidade para transformar o investimento feito no elenco em resultados mais convincentes.
A diretoria espera que a experiência do treinador, campeão da Libertadores, do Campeonato Brasileiro e do Mundial de Clubes, ajude a equipe a atravessar a fase decisiva da competição com maior segurança.
Encontrar soluções dentro do próprio elenco
Outro desafio está relacionado ao mercado da bola. Em meio a limitações financeiras, o Fortaleza tenta realizar ajustes no elenco, mas condiciona novas contratações à saída de jogadores. A possibilidade de um novo transfer ban também pode dificultar ainda mais a chegada de reforços.
Até agora, Neris, Pedro Henrique e Nathan Fogaça foram as únicas contratações realizadas pelo clube na segunda janela. Dois deles iniciaram como titulares no confronto contra o Vila Nova.
Diante desse cenário, Autuori terá que buscar alternativas entre os atletas já disponíveis. O treinador precisará identificar novas funções, recuperar jogadores em baixa e aumentar a competitividade interna sem depender de muitas movimentações no mercado.
Melhorar o desempenho como visitante
O rendimento fora de casa é um dos principais problemas que o novo comandante terá pela frente. O Fortaleza terminou o primeiro turno com apenas 30% de aproveitamento como visitante, somando nove pontos em dez partidas.
Nesse recorte, foram duas vitórias, três empates e cinco derrotas. A diferença em relação ao desempenho como mandante foi considerada um dos fatores decisivos para a saída de Carpini.
Para permanecer na disputa pelo acesso, o Leão precisará pontuar com maior frequência longe da capital cearense. Autuori terá que construir uma equipe mais competitiva fora de casa, sem adotar uma postura excessivamente conservadora e sem depender apenas de resultados mínimos.
Recuperar a conexão com elenco e torcida
A gestão do grupo também será fundamental. Carpini mantinha uma postura de proteção aos jogadores e evitava críticas públicas, característica que ajudava a preservar o ambiente interno. Autuori precisará manter o elenco unido, ao mesmo tempo em que cobra uma resposta imediata dentro de campo.
A relação com a torcida representa outro ponto importante. Mesmo com o segundo melhor aproveitamento como mandante da Série B, com 81,5%, o Fortaleza registra média aproximada de 9 mil torcedores nas partidas realizadas no Presidente Vargas e na Arena Castelão.
Em nove jogos como mandante, o time conquistou sete vitórias, um empate e sofreu uma derrota. Os números são positivos, mas o futebol apresentado ainda não conseguiu empolgar completamente as arquibancadas.
Paulo Autuori chega com o peso de uma carreira consolidada e com a expectativa de provocar uma mudança de ambiente. O desafio será transformar experiência em evolução imediata, manter o Fortaleza entre os primeiros colocados e conduzir o clube ao principal objetivo da temporada: retornar à Série A.

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