Fortaleza gasta mais que todos os rivais, mas a tabela conta outra história
O Fortaleza iniciou a temporada de 2026 com um dos maiores desafios de sua…

O Fortaleza iniciou a temporada de 2026 com um dos maiores desafios de sua história recente: reconstruir o elenco após o rebaixamento para a Série B e buscar o retorno imediato à elite do futebol brasileiro. Mesmo promovendo uma ampla reformulação e reduzindo significativamente sua folha salarial em relação aos tempos de Série A, o Leão do Pici ainda possui o elenco mais caro da competição.

Levantamento das folhas salariais dos principais clubes da Série B mostra que o Fortaleza desembolsa aproximadamente R$ 5,3 milhões por mês com seu elenco, valor muito acima dos principais concorrentes ao acesso. Apesar do investimento, a equipe ocupa apenas a sexta colocação, com 28 pontos após 17 rodadas, ficando momentaneamente fora do G-4.
O cenário reforça a pressão sobre a equipe comandada por Thiago Carpini, que precisa transformar o alto investimento em resultados dentro de campo para recolocar o clube na Série A.
Fortaleza investe mais que os concorrentes diretos
Os números mostram uma diferença significativa entre o Fortaleza e os demais clubes que brigam na parte de cima da tabela.

Enquanto o Tricolor possui uma folha salarial estimada em R$ 5,3 milhões mensais, o Novorizontino, quarto colocado, investe cerca de R$ 3,5 milhões. O líder Criciúma aparece com uma folha de aproximadamente R$ 2,4 milhões, menos da metade do valor gasto pelo clube cearense.
Na sequência aparecem Operário-PR, com R$ 1,7 milhão, Vila Nova, com R$ 1,6 milhão, Juventude, com R$ 1,2 milhão, e São Bernardo, que fecha a lista com uma folha estimada em R$ 1 milhão por mês.
Apesar da diferença financeira, alguns desses clubes apresentam campanhas superiores à do Fortaleza até o momento. Criciúma, Vila Nova, Operário-PR e Novorizontino ocupam as quatro primeiras posições da Série B, enquanto o Leão aparece em sexto lugar.
Esse cenário evidencia que um investimento maior nem sempre se traduz automaticamente em melhores resultados dentro de campo.
Reformulação reduziu custos, mas Fortaleza ainda lidera ranking
Embora o valor de R$ 5,3 milhões seja o maior da Série B, ele representa uma redução importante em comparação aos gastos do Fortaleza durante o período em que disputava a Série A.
Após o rebaixamento, a diretoria promoveu uma das maiores reformulações da história recente do clube. Ao todo, 27 jogadores deixaram o Pici entre vendas, empréstimos, rescisões e encerramentos de contrato.
Nomes como David Luiz, Lucero, Deyverson, Marinho, Brítez, Pochettino, Pol Fernández, Benevenuto e outros atletas que recebiam salários elevados deixaram o elenco.
Além da redução da folha salarial, o Fortaleza também mudou sua política de contratações. O CEO de futebol, Pedro Martins, já afirmou que o clube não pretende aumentar os gastos mensais e que novas chegadas dependem diretamente da saída de atletas.
Essa estratégia permitiu equilibrar as finanças sem abrir mão da competitividade, mas o elenco ainda possui jogadores com salários acima da média da competição, o que mantém o Tricolor na liderança desse ranking financeiro.
Pressão aumenta na luta pelo acesso
Se fora de campo o Fortaleza lidera em investimento, dentro das quatro linhas a cobrança é proporcional ao tamanho da folha salarial.
A diferença para o G-4 ainda é considerada administrável, mas o desempenho da equipe nas próximas rodadas será decisivo para justificar o investimento realizado pelo clube.
A chegada de Pedro Henrique e a busca por novos reforços demonstram que a diretoria continua trabalhando para fortalecer o elenco, mas sempre respeitando o equilíbrio financeiro estabelecido após a reformulação.
Thiago Carpini também convive com a responsabilidade de fazer o time render de acordo com o potencial do grupo. Com um elenco considerado um dos mais qualificados da Série B, o objetivo segue sendo o acesso imediato.

Os números mostram que o Fortaleza possui recursos superiores aos principais concorrentes. Agora, o desafio é transformar esse investimento em regularidade, vitórias e, principalmente, em uma vaga entre os quatro primeiros colocados ao fim da competição.
Caso consiga alinhar desempenho e investimento, o Tricolor terá boas condições de confirmar o retorno à Série A. Até lá, porém, a maior folha salarial da Série B continuará sendo motivo de comparação e cobrança por parte da torcida, que espera ver o clube novamente entre a elite do futebol brasileiro.
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