Caso envolvendo David Luiz, ex-Fortaleza, ganha novo capítulo após decisão da Justiça
O nome de David Luiz, ex-zagueiro do Leão, está novamente em destaque por caso…
O ex-zagueiro do Fortaleza David Luiz teve mantido o arquivamento da denúncia que o acusava dos crimes de ameaça e perseguição. A decisão foi confirmada pela 1ª Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), que rejeitou o recurso apresentado pela assistente social Karol Cavalcante. O caso segue em tramitação, mas, até o momento, o entendimento da Justiça é de que não ficaram comprovados os elementos necessários para caracterizar os delitos apontados na denúncia.
De acordo com o Tribunal de Justiça do Ceará, a decisão acompanha o posicionamento do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), que já havia se manifestado pelo arquivamento do procedimento. Conforme o processo, os depoimentos colhidos durante a investigação não confirmaram a existência de ameaças reiteradas ou perseguição, requisitos previstos para a configuração dos crimes.
Justiça acompanha manifestação do Ministério Público
A decisão que determinou o arquivamento foi proferida, em abril deste ano, pela juíza Elizabeth Passos Rodrigues, da 7ª Unidade do Juizado Especial Criminal da Comarca de Fortaleza.
Na fundamentação, a magistrada destacou que os elementos reunidos durante a investigação não demonstraram a repetição das supostas ameaças nem uma conduta de perseguição continuada atribuída ao ex-jogador.
Segundo a decisão, os depoimentos analisados não confirmam “a reiteração da ameaça por parte do autuado que se proponha a incitar medo na vítima, muito menos perseguição reiterada, requisitos essenciais para configuração dos delitos”.
O entendimento também foi respaldado pelo MPCE, que solicitou o arquivamento do caso após avaliar o material produzido durante a apuração.

Recurso foi rejeitado pelo TJCE
Após a decisão de primeira instância, a defesa de Karol Cavalcante apresentou um recurso para tentar reverter o arquivamento. Entretanto, na última sexta (24), a 1ª Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais rejeitou a apelação.
Conforme o Tribunal de Justiça do Ceará, o recurso utilizado pela defesa, denominado recurso em sentido estrito, não é juridicamente cabível para processos julgados no âmbito dos Juizados Especiais Criminais.
Apesar da manutenção da decisão, o TJCE ressaltou que o processo continua em tramitação.
Entenda a denúncia apresentada
Karol Cavalcante afirma que manteve um relacionamento com David Luiz em julho de 2025, período em que o defensor atuava pelo Fortaleza.
Segundo o relato da assistente social, ela viajou de Senador Pompeu, no interior cearense, para capital em pelo menos duas ocasiões para encontrar o atleta em um hotel localizado no bairro Meireles.
Ainda conforme a denúncia, o zagueiro teria proposto um relacionamento envolvendo uma terceira pessoa. A mulher afirma que recusou a proposta e, após isso, o jogador teria adotado um comportamento agressivo.
Foi a partir desse episódio que, de acordo com a versão apresentada por Karol Cavalcante, teriam ocorrido as ameaças que motivaram o registro da ocorrência e a abertura da investigação.
Até o momento, contudo, o entendimento do Judiciário cearense é de que os elementos reunidos durante a apuração não foram suficientes para comprovar os crimes de ameaça e perseguição atribuídos ao ex-zagueiro do Fortaleza.

Passagem de David Luiz pelo Leão do Pici
Atualmente, David Luiz defende o Pafos FC, do Chipre, clube com o qual assinou contrato de três temporadas após rescindir amigavelmente seu vínculo com o Leão em agosto de 2025. A transferência marcou o retorno do zagueiro ao futebol europeu depois de sua passagem pelo Brasil.
David Luiz foi anunciado pelo Fortaleza em janeiro de 2025, chegando sem custos após o fim de seu contrato com o Flamengo. O experiente defensor assinou vínculo até dezembro de 2026, com opção de renovação por mais um ano, e teve sua contratação celebrada pela diretoria como um reforço de peso para a temporada.
No entanto, sua trajetória no Pici foi marcada por dificuldades físicas. Lesões impediram uma sequência maior de jogos, e o zagueiro alternou entre a titularidade e o banco de reservas ao longo da temporada. Ao todo, disputou 17 partidas com a camisa tricolor antes de encerrar sua passagem pelo clube.
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