Atitude do Fortaleza é ‘alvo’ de críticas: “Não deviam deixar”
Ação do Fortaleza é criticada e treinador de clube da Série A diz que…

O técnico Abel Ferreira criticou a decisão do Fortaleza de vender o mando de campo da partida de volta contra o Palmeiras, válida pelas oitavas de final da Copa do Brasil. A declaração foi dada após a vitória palmeirense por 3 a 0, no jogo de ida, disputado no Nubank Parque, resultado que marcou a estreia de Paulo Autuori no comando do Tricolor do Pici. Apesar de afirmar que compreende a necessidade financeira do clube cearense, o treinador defendeu que o regulamento impeça esse tipo de negociação.
Com a venda do mando, o confronto decisivo deixou a Arena Castelão e será disputado na Arena Pantanal, em Cuiabá, na próxima quarta-feira (5), às 21h30. A operação renderá cerca de R$ 2,2 milhões aos cofres do Leão do Pici.
O que Abel Ferreira disse sobre a venda do mando do Fortaleza?
Na entrevista coletiva após a partida, o treinador do Verdão afirmou que todas as equipes deveriam disputar seus jogos como mandantes em seus próprios estádios, independentemente da situação financeira.
“Isso não deviam deixar fazer, nem para Palmeiras, nem Flamengo, nem Corinthians, nem São Paulo, para ninguém. Mas entendo a parte financeira, porque quando fazem isso, há uma venda, há uma compensação financeira seguramente, porque ninguém vai fazer isso sem uma compensação. Mas isso tem a ver com os regulamentos. Se perguntar a opinião do Abel Ferreira, as equipes todas deviam jogar nas suas casas, todas, essa é a minha opinião.”

Por que o Fortaleza vendeu o mando de campo?
A venda do mando foi confirmada pela SAF do Fortaleza por aproximadamente R$ 2,2 milhões. A decisão foi tomada em meio ao cenário financeiro enfrentado pelo clube, que disputa a Série B em 2026 e registrou redução nas receitas provenientes de bilheteria e do programa de sócio-torcedor.
Outro fator citado internamente é a ausência de um patrocinador máster desde o início da temporada, situação que impacta diretamente o orçamento. Mesmo na segunda divisão, o Fortaleza mantém uma das maiores folhas salariais da competição.
Em entrevista recente, o CEO da SAF, Pedro Martins, reconheceu que a medida poderia gerar críticas, mas explicou que o objetivo era preservar a saúde financeira do clube.
Segundo o dirigente, o recurso obtido com a negociação ajuda a garantir o pagamento de salários dos funcionários, atletas e integrantes da comissão técnica, além de contribuir para o planejamento financeiro da temporada.

Como a mudança interfere na preparação do Fortaleza?
A escolha pela capital do Mato Grosso também levou em consideração a sequência de compromissos do Tricolor. Após enfrentar o Palmeiras pela Copa do Brasil, a equipe permanecerá na capital mato-grossense para o duelo contra o Cuiabá, marcado para o domingo (9), às 18h, pela 21ª rodada da Série B.
Com isso, o elenco antecipou a viagem e realizará dois treinamentos no CT do Cuiabá antes da partida decisiva.
A principal dúvida para o confronto é o volante Ronald, que apresentou desconforto na parte posterior da coxa durante o primeiro jogo contra o Porco. O jogador será submetido a exames para identificar a gravidade da lesão e definir se terá condições de atuar.
O que o Fortaleza precisa para avançar?
Depois da derrota por 3 a 0 no jogo de ida, o Fortaleza precisa vencer por quatro gols de diferença para garantir a classificação direta às quartas de final da Copa do Brasil. Caso devolva o mesmo placar da primeira partida, a decisão será nas cobranças de pênaltis.
O confronto entre Fortaleza e Palmeiras acontece na quarta-feira (5), às 21h30, na Arena Pantanal, em Cuiabá, e será o segundo compromisso de Paulo Autuori à frente da equipe tricolor.
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