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Foto: Mateus Lotif/FEC.

OPINIÃO: O Fortaleza e as suas limitações no primeiro Clássico-Rei de 2026

O primeiro confronto entre Fortaleza e Ceará da temporada terminou em um 0 a 0 que expôs, mais uma vez, as limitações do elenco de jogadores à disposição do técnico Thiago Carpini. O Leão voltou a sentir a falta de opções no banco de reservas, especialmente no setor ofensivo. Com apenas um ponta e sem nenhum lateral-esquerdo com experiência, a equipe tricolor encontrou dificuldades para se impor. Faltou profundidade, ambição e, sobretudo, poder de decisão.

Fortaleza fica no empate com o Ceará na última rodada da 2ª fase do Estadual

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Foto: Mateus Lotif/FEC.

A arbitragem também entrou no debate do resultado do primeiro Clássico-Rei de 2026 e com razão. A não marcação do possível pênalti cometido por Zanocelo, do Ceará, causou certa estranheza e a indignação de muitos torcedores do Fortaleza. O lance nem sequer foi revisado pelo VAR, o que torna o critério adotado ainda mais questionável. Em outros jogos, infrações semelhantes já foram suficientes para que a penalidade máxima fosse assinalada.

A verdade é que o Fortaleza entrou em campo com o objetivo claro de não perder. Sem ambição, a postura foi reativa, esperando os erros do rival para explorar os contra-ataques. No entanto, essa estratégia pouco funcionou ao longo dos 90 minutos. Os alas Mailton e Lucas Crispim não conseguiram explorar os poucos espaços deixados pelo sistema defensivo alvinegro.

No final das contas, a partida entre Leão e Alvinegro entregou muito menos do que se esperava. Foi um dos piores Clássicos-Rei dos últimos anos, marcado por um jogo truncado, nervoso e de raríssimas chances claras. Houve muita disputa física e quase nenhuma inspiração técnica. Uma coisa precisa ser dita: é simplesmente inaceitável um dérbi deste tamanho terminar sem nenhuma finalização a gol até o apito final.

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